Artrite reumatoide pode provocar dor no quadril e atrapalhar a vida sexual do paciente
Estudo revela que em torno de 40% das mulheres acometidas pela artrite reumatoide não mantém uma vida sexual ativa
Um estudo realizado Centro de Atención Integral en Artritis Reumatoide, de Bogotá, Colômbia, recém apresentado em um congresso de reumatologia no Panamá revela que em torno de 40% das mulheres acometidas pela artrite reumatoide não mantém uma vida sexual ativa e entre aquelas que fazem atividade sexual, 40% estão insatisfeitas. Entre os homens, a insatisfação alcança 50,9%, embora não seja comum a interrupção da vida sexual nos homens acometidos pela doença.
O motivo do desinteresse e da insatisfação é facilmente explicado. A artrite reumatoide pode prejudicar os quadris, tornando, muitas vezes, os movimentos sexuais mais difíceis e dolorosos. “Ainda não conhecemos totalmente a causa da artrite reumatoide. Trata-se de uma doença inflamatória crônica e autoimune, que atinge o tecido conjuntivo das articulações, principalmente na coluna vertebral, ombros, quadris, joelhos, tornozelos e punhos. É possível diminuir os sintomas e devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, preservando sua capacidade funcional”, explica o reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Mulheres são mais afetadas
As estatísticas mostram que a doença afeta duas vezes mais mulheres na faixa entre 50 e 70 anos do que os homens. Mas é um erro pensar que acomete apenas pessoas da terceira idade. Um estudo apresentado também no Panamá aponta que apenas 40% dos brasileiros que têm artrite reumatoide estão trabalhando regularmente. Ou seja, em cada dez pessoas acometidos pela doença, seis não trabalham.
“A artrite reumatoide causa dor, incapacidade e provoca perda da autoestima e da confiança do paciente, quando o estágio da doença está mais avançado. Mas a boa notícia é que os tratamentos, hoje, são avançados. Além do uso de medicamentos específicos, o paciente deve fazer exercício regular e orientado e fisioterapia, especialmente a hidroterapia. No CREB, utilizamos protocolos que incluem RPG, acupuntura, hidroterapia e pilates. No tratamento, buscamos a melhora da função muscular e articular e o aumento da força e da flexibilidade e, para isso, contamos no CREB com reabilitação específica em nossas piscinas aquecidas”, explica o Dr. Eduardo.
Outubro Rosa e Novembro Azul: a cor muda, mas a luta pela saúde continua
Os meses de outubro e novembro são marcados por campanhas importantes no calendário da saúde: o Outubro Rosa e o Novembro Azul.
Essas iniciativas visam conscientizar sobre o câncer de mama e o câncer de próstata, promovendo a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Através dessas campanhas, buscamos não só reforçar a detecção precoce como forma de salvar vidas, mas também sensibilizar a sociedade para a necessidade de quebrar preconceitos e tabus em torno dos cuidados com a saúde íntima.
A Importância dos Cuidados Preventivos
O câncer de mama e o câncer de próstata estão entre os tipos de câncer mais comuns, e o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento. A mamografia e o autoexame são fundamentais para a detecção precoce do câncer de mama, assim como o exame de toque retal e o PSA (Antígeno Prostático Específico) são essenciais para o diagnóstico do câncer de próstata.
No entanto, muitos homens ainda resistem a esses exames devido a tabus e preconceitos. Essa resistência, no entanto, pode trazer consequências graves, já que o câncer de próstata, quando detectado em fases iniciais, apresenta uma taxa de cura de até 90%.
O Novembro Azul, portanto, é um lembrete importante de que a prevenção deve ser prioritária, e os homens, especialmente a partir dos 50 anos (ou 45 anos, para aqueles com histórico familiar da doença), devem adotar uma postura de cuidado e responsabilidade com a própria saúde.
Para as mulheres, o Outubro Rosa reforça a importância de realizar exames regularmente e de falar abertamente sobre questões de saúde íntima, como a incontinência urinária. De acordo com estudos, cerca de 1 em cada 4 mulheres no Brasil sofre com algum grau de incontinência urinária, problema que afeta sua qualidade de vida e pode ser agravado em fases como a menopausa ou após gestações.
Faixas Etárias Mais Suscetíveis
No caso das mulheres, o risco de câncer de mama aumenta com a idade, sendo mais comum após os 40 anos. Já para os homens, o câncer de próstata também apresenta maior prevalência a partir dos 50 anos. Além disso, a incidência de problemas de incontinência urinária e disfunções perineais cresce em ambos os sexos à medida que envelhecemos, sendo também comuns em mulheres no período pós-parto e em homens após tratamentos oncológicos.
A Reabilitação Perineal e a Qualidade de Vida
Problemas como a incontinência urinária e a disfunção do assoalho pélvico ainda são considerados tabus, fazendo com que muitas pessoas enfrentem esses desafios em silêncio. A Reabilitação Perineal é uma técnica de fisioterapia que visa fortalecer e reeducar a musculatura do assoalho pélvico, ajudando a combater sintomas de incontinência e melhorando o bem-estar íntimo de homens e mulheres.
A reabilitação perineal pode ser uma excelente alternativa tanto para mulheres que enfrentam dificuldades após o parto ou durante a menopausa, quanto para homens que passaram por tratamentos de câncer de próstata. Além de aumentar a autonomia, essa técnica reduz desconfortos e permite que a pessoa tenha uma vida mais ativa e livre de incômodos.
Conclusão: Quebrando Tabus e Priorizando a Saúde Íntima
Nos meses de outubro e novembro, o CREB reforça a importância de priorizar a saúde íntima sem preconceitos. O convite é para que todos busquem orientação especializada e priorizem a qualidade de vida, lembrando que a saúde íntima não é algo a ser deixado em segundo plano.
Agende uma consulta conosco e descubra como o cuidado com a sua saúde íntima pode transformar sua vida!
Alívio já! :: Lombalgia
LombalgiaSe você é daquelas que vive se queixando de dor na lombar, fique atenta, porque o seu problema pode ser mais grave do que parece. ‘Dores que persistem por mais de três a cinco dias devem ser examinadas pelo médico, pois podem ser decorrentes de lombalgia’, destaca Arnaldo Libman, reumatologista do CREB. Segundo ele, algumas das causas da lombalgia são alterações posturais, mecânicas, metabólicas, inflamatórias, degenerativas e até mesmo emocionais.
Antônio Vitor de Abreu, ortopedista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), destaca, ainda, que a lombalgia é muito mais frequente em mulheres. ‘O salto alto, por exemplo, acentua a lordose, aumentando a curvatura da coluna. O mesmo ocorre com a mulher grávida. Se ela já tem lordose, esta se acentua com a gravidez’, explica.
Principais sintomas: ‘A lombalgia provoca dores muito frequentes na região lombar, que podem se estender a outras partes do corpo’, explica o Antônio Vitor de Abreu. Outros sintomas comuns são: dor no pescoço, costas e nádegas, dor de cabeça, irradiação da dor para as costas, braços e mãos, formigamento em membros superiores e inferiores, etc.
Tratamento: O ortopedista do HUCFF indica o uso de analgésicos e anti-inflamatórios aliados à fisioterapia e a exercícios abdominais. Atividades como hidroterapia, RPG, pilates e acupuntura também podem aliviar os sintomas da lombalgia
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